Palavra do Vice-Presidente
 
Com o advento de inovações tecnológicas através das técnicas de transgenia em soja, no ano de 2009 produtores Matogrossenses, através da Aprosoja procuraram a Embrapa consultando a respeito de atender demandas de cultivares convencionais , sendo que se identificava uma tendência de haver oferta pelas empresas multinacionais, somente de cultivares transgênicas, o que não seria bom para a cadeia produtiva. 
Como princípio, a Embrapa nunca abandonou o trabalho de melhoramento genético com soja convencional, por diversos motivos técnicos e estratégicos.
A partir deste ano a Embrapa e Aprosoja desenvolveram um trabalho de validação e divulgação de materiais convencionais em diversas regiões do MT, alcançando ótimos resultados, comprovando que as cultivares convencionais tiveram produtividades iguais, e até maiores que as Transgênicas.
Em 2010/2011, as Cias exportadoras deste material, para mercados específicos, criaram uma associação chamada ABRANGE, para dar apoio ao trabalho de divulgação da soja convencional, e no decorrer desta campanha foi criado o Programa Soja Livre com participação e Liderança da Aprosoja, Abrange, e Embrapa, quando se intensificou os trabalhos de avaliação de divulgação das cultivares convencionais. A partir deste ano, inúmeras entidades que fazem parte da cadeia produtiva da Soja, se interessaram em participar do “Programa Soja Livre”, inclusive empresas de Genética, criadoras e obtentoras de cultivares.
Neste período, até 2017 o programa evoluiu muito, exigindo uma programação compartilhada, com participação de mais de 20 entidades, dificultando a gestão administrativa e financeira, por isso, em discussão com esses parceiros, foi proposto a criação de uma entidade própria, com amparo legal, ter autonomia de ações, captação de recursos, facilitando a gestão como um todo.
Em julho de 2017 foi criado o Instituto Soja Livre, coma finalidade de dar continuidade e fortalecer o Programa Soja Livre. O Instituto foi criado dentro da lei e dos regimentos específicos para esta finalidade, tendo uma diretoria constituída de 5 membros mais um conselho gestor, que em conjunto se responsabilizam pelas ações propostas, cumprir plano anual de trabalho, gerir a gestão administrativa e financeira e prestação de contas anuais.
Neste ano de 2017/18, com a identidade de Instituto Soja Livre, estamos exercitando a primeira campanha de avaliação e promoção do Programa Soja Livre, contando com a participação de mais de 30 parceiros, desde produtores de sementes, revendas de sementes e insumos, representantes comerciais, entidades de classe como Aprosmat, e Aprosoja, as Cias. Exportadoras, e Empresas de Melhoramento Genético, hoje em número de quatro. Até o momento os resultados estão sendo muito  bons, tanto em resultados das cultivares nos campos de avaliação como a participação do público interessado, nos diversos eventos que temos promovido e participado.
Acreditamos que com o exposto a cima, poderemos ter um entendimento da importância da criação do Instituto Soja Livre, e sua relevância para o futuro do sistema de produção de soja convencional, para o Mato Grosso e Brasil 
 
 

Valter José Peters

Vice-Presidente 

Vice-Presidente

Valter José Peters Vice-Presidente do instituto Soja Livre