Instituto Soja Livre

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Instituto Soja Livre elege nova diretoria para biênio 2022/2023

O Instituto Soja Livre elege nova diretoria em assembleia geral no dia 21 de junho de 2021, em Cuiabá (MT), em formato híbrido (presencial e on-line). O pleito terá chapa única, encabeçada pelo empresário Cesar Borges, vice-presidente da Caramuru Alimentos, como presidente e o produtor rural e vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Beber, como vice-presidente.

O ISL tem o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do mercado de soja convencional, mantendo viva a liberdade de escolha do produtor rural em relação à tecnologia, da cultivar e do sistema de produtivo que trará maior rentabilidade e segurança na safra.

O atual presidente, produtor rural Endrigo Dalcin, ressalta que o Instituto tem grande responsabilidade no País em “manter viva” a soja convencional. “O Instituto Soja Livre é uma entidade jovem, que começou como um projeto há 11 anos e está ‘criando corpo’. A importância é grande, pois a soja convencional, em nosso entendimento, é questão de soberania nacional. Plantar soja com tecnologia nacional, com variedades nacionais, sem captura de valores de royalties”, diz.

A chapa que estará à frente do ISL nos próximos dois anos é composta ainda por Estênio Faria (diretor administrativo), Odilon Lemos de Mello Filho (diretor técnico), José Del (diretor financeiro), Endrigo Dalcin (diretor de relações internacionais).

“A nova gestão terá o grande desafio de conduzir as questões de mercado internacional para a gente manter o plantio de soja convencional no Brasil. Todos que estão assumindo têm capacidade de sobra, amplo conhecimento do setor e farão um excelente trabalho”, finaliza Dalcin.

Mais informações sobre o Instituto Soja Livre no www.sojalivre.com.br

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ISL apresenta três propostas para diminuir volatilidade da soja convencional

Em webinar com organizações europeias, Instituto Soja Livre mostrou a produção sustentável da soja convencional

O Instituto Soja Livre (ISL) participou nesta quarta-feira (02.06) do webinar sobre a volatilidade do mercado da soja não transgênica, promovido pela Fundação ProTerra e Collaborative Soy Initiative (CSI). O diretor de Relações Internacionais do Instituto, Ricardo Arioli, mostrou que essa volatilidade deve-se à falta de prêmios.

“Tem ano que tem (prêmio), outro ano não tem. Esse é o maior problema, porque plantamos ‘no escuro’, sem ter certeza de retorno em uma lavoura com custos de produção maiores, e que ainda precisa ser segregada no armazenamento e transporte”, explica.

O ISL fez três propostas para solucionar este gargalo, por que entende que a soja convencional é estratégica para o produtor rural brasileiro. Segundo Arioli, a primeira proposta é um Contrato de Prêmio entre produtores e compradores, para uma ou até duas safras, o que trará mais segurança para os produtores e certeza de produção para o mercado europeu.

Outro ponto é desenvolver mais a Certificação para soja convencional. “Percebemos que os europeus ainda estão mal informados sobre como a soja brasileira é produzida. Então, uma Certificação especial mostraria a sustentabilidade da nossa produção. A ideia é avançar com o programa Soja Plus, que seria uma Certificação da melhoria contínua nas propriedades rurais. Já temos um Memorando de Entendimento assinado com a Europa, que torna o Soja Plus a referência em sustentabilidade em Mato Grosso. Já temos o passaporte da nossa soja sustentável para a Europa, precisamos buscar o visto”, ressalta o diretor do Instituto.

A terceira proposta levada à mesa de debates pelo ISL é a possibilidade de usar os fundos verdes (green bonds) para oferecer financiamentos mais baratos para os produtores de soja convencional.

O encontro ainda teve participação de representante da ONG Solidariedad, que enfatizou que “quem pode mudar o que acontece no campo é o produtor rural, a torcida não muda o jogo”, reforçando a necessidade dos produtores se mobilizarem para melhorias.

Já o representante do Retail Soy Group e da rede de supermercados Tesco falou sobre a percepção do consumidor europeu. “Cerca de 88% dos consumidores não querem negócios com companhias que promovem o desmatamento”.

Ricardo Arioli avaliou que os europeus ainda abordam o problema de forma equivocada. “Eles querem punir quem está fazendo tudo certo. Não tem lógica punir uma cadeia de produção de Soja que não tem a ver com o desmatamento na Amazônia, isso já está provado. Se tem produtor que fez algo diferente nos últimos anos, melhorando muito sua produção sustentável, foi o brasileiro”.

A discussão deve continuar em novo Webinar com os europeus, em julho.