Instituto Soja Livre

Bons prêmios incentivam plantio de soja convencional em MT

Os agricultores ainda estão tomando as últimas decisões sobre o plantio da safra 2020/2021. De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mais de 40% dos produtores rurais não definiram se plantarão sementes transgênicas ou convencionais.

O presidente do Instituto Soja Livre, Endrigo Dalcin, salienta as vantagens das variedades convencionais: “há um nicho de mercado muito importante que os produtores rurais mato-grossenses e brasileiros podem atingir. A Europa é consumidora e buscamos alterações na legislação chinesa para que a convencional também entre no País”.

Além disso, o ISL trabalha para que haja bons prêmios pagos para os agricultores que cultivem variedades convencionais. Dados do IMEA apontam que a área de soja convencional vem diminuindo drasticamente em Mato Grosso – caiu de 18% do total na safra 2017/18 para 5% na safra 2019/20.

Segundo Dalcin, os prêmios não animaram os agricultores que buscaram a segurança das variedades transgênicas. “Porém, verificamos nos últimos dias prêmios de 10 a 12 reais por saca justamente por causa da queda na produção esperada. O mercado lá fora está em alerta para a baixa produção de soja convencional e deve oferecer melhores prêmios no próximo ciclo”, explica.

O custo operacional de produção não apresenta muita diferença entre soja convencional e transgênica. O IMEA estimou que o hectare de soja transgênica custa R$ 3.482,00 e o de convencional custa R$ 3.600,00. Há pouca diferenciação nos custos de sementes: a transgênica represente 9% do custo, a convencional 7%, e em relação a defensivos, a transgênica 25% do custo operacional e a convencional 28%.

Apoio ao plantio

Neste ano, os agricultores que plantaram soja convencional nas safras 2017/18 e 2018/19 começaram a receber novamente prêmios pelos grãos comercializados como transgênicos. Os valores – US$ 9 por saca, são da LIDL, a maior rede de supermercados da Europa e foram direcionados para fomentar o plantio de soja livre de transgênicos no Brasil por meio do Programa de Incentivo à Soja Convencional. O programa é gerenciado pelo Instituto Soja Livre, Fundação Pró-Terra e Food Chain ID.

Instituto Soja Livre

O Instituto Soja Livre é uma associação sem fins lucrativos que defende o direito de cada produtor de escolher a qualidade do grão que deseja plantar em cada safra.  O objetivo é fomentar o plantio de soja convencional, feito especialmente por pequenos e médios agricultores para atender um nicho de mercado importante.

Conexão Soja Livre debate crise e oportunidades da soja convencional

Encontro pela rede social nesta sexta-feira (08.05) tratou de mercado, produtividade, manejo, entre outros temas

As mudanças com a pandemia do novo coronavírus têm afetado os mercados mundiais. Muito há de se pensar sobre renovação, novas tecnologias e rentabilidade. Para iniciar debates sobre temas pertinentes ao setor, o Instituto Soja Livre realizou nesta segunda-feira (08.05) a primeira edição do Conexão Soja Livre, um projeto que busca interligar e informar produtores rurais e parceiros da cadeia de soja convencional por meio das redes sociais.

O tema do primeiro encontro foi impactos da crise e oportunidades da soja convencional. O presidente do ISL, Endrigo Dalcin, disse que está é uma ferramenta que deverá ser bastante usada para falar com os produtores rurais, traders, mercado e todos os participantes da cadeia.

Dalcin também explicou sobre a criação e a importância do Instituto. “Mato Grosso sempre se destacou na produção de soja e, antes do advento da transgenia, eram plantadas cultivares convencionais. O produtor rural gosta destas cultivares e precisamos cada vez mais da união de entidades, tecnologias e profissionalização para que volte a ganhar espaço”, afirmou.

Ele explicou que a transgenia veio para aumentar a produtividade nas lavouras e isso se significou perda de proteína. “Nosso principal cliente, China, reclama de que há pouca proteína na soja que recebem e isso pode ser melhorado com as cultivares convencionais que estão no mercado”.

Entretanto, para que haja o real interesse do produtor rural é preciso que toda a cadeia da soja convencional também esteja com o mesmo objetivo. Dalcin ressalta: “o plantio é uma decisão da cadeia, com armazém, sementeira, trade, tudo preparado para este mercado que deverá pagar prêmios sobre o valor da saca”.

Durante a conversa, o diretor de Relações Internacionais do ISL, Ricardo Arioli Silva, explicou que a negociação por prêmios regulares é um dos objetivos da entidade. “Sabemos que o mercado é livre, mas queremos buscar um equilíbrio nesta gangorra para melhorar as condições atuais. Os pequenos é médios produtores têm aderido à soja convencional porque agrega receita, mas a irregularidade e incerteza dos prêmios causa expectativas”.

Os diretores citaram os dados levantados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) sobre soja convencional. Em uma safra que deve chegar a 34,74 milhões de toneladas em 2020/2021, cerca de 40% dos produtores rurais ainda não decidiram se plantarão transgênicos ou convencional. Na safra 2019/2020, apenas 5% da área foi cultivada com soja convencional.

“Temos que tentar avançar no mercado chinês, que exige 100% da soja convencional sem contaminação, ou seja, sem mistura com soja transgênica. Isso é impossível, mas 99,9% é possível. Então, é necessário mostrarmos que fazemos um bom trabalho por aqui e tentar modificar algumas leis chinesas”, disse Arioli.

A boa produtividade das cultivares convencionais também foi citada durante a live do Soja Livre. Arioli contou que em sua propriedade, em Campo Novo do Parecis (MT), foi a melhor produtividade da história. Dalcin ressaltou que os prêmios da safra 2019/2020 foram bons e que, no próximo ciclo, deve melhorar ainda mais.

“Já temos o caso do supermercado alemão LIDL que paga prêmio posterior para quem não conseguiu vender a soja convencional. Aos poucos, o mercado vai entendendo a necessidade de dar segurança ao produtor rural. A ideia é trabalharmos com um contrato de dois anos para que o agricultor tenha certeza de que receberá um diferencial para vender em determinado mercado”, finaliza o presidente do Soja Livre, Endrigo Dalcin.

Sojicultores têm nova opção de variedade convencional precoce

TMG 4377 tem resistência a nematóide de cisto e precocidade favorece safrinha de milho e algodão

Os produtores rurais de Mato Grosso têm uma nova opção de variedade convencional para a próxima safra. A TMG lançou a 4377, cultivar precoce (GM 7.3) com altos resultados de produtividade. “Esta variedade estava sendo aguardada há bastante tempo, com alta precocidade, possibilitando uma boa safrinha de algodão e milho”, afirma Endrigo Dalcin, produtor rural e presidente do Instituto Soja Livre.

Dalcin acredita que a cultivar vem atender a um anseio dos produtores rurais que buscam mais produtividade e precocidade nas variedades convencionais. De acordo com Renan dos Santos, supervisor comercial da TMG em Mato Grosso, também são características a boa capacidade de crescimento, podendo ser plantada desde a abertura do plantio em setembro, alto peso de grãos – de 190 a 200 gramas, e resistência a cisto raças 1 e 3.

A área da safra de soja 2019/2020 em Mato Grosso é de cerca 9,8 milhões de hectares e estima-se que 8% seja cultivada com soja convencional. O Instituto Soja Livre avalia que, para o volume produzido atualmente no Estado, há opções suficientes de cultivares para a decisão do produtor rural.

“Como trabalhamos com um nicho de mercado, as poucas opções conseguem nos atender. O grande diferencial é a precocidade desta nova cultivar que fará com que tenhamos uma janela melhor para as safrinhas”, explica Dalcin.

Instituto Soja Livre

O Instituto Soja Livre é uma associação sem fins lucrativos que defende o direito de cada produtor escolher a qualidade do grão que deseja plantar em cada safra.  O objetivo é fomentar o plantio de soja convencional, feito especialmente por pequenos e médios agricultores para atender um nicho de mercado importante.

Instituto Soja Livre apresenta variedades convencionais na Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Evento ocorre de 17 a 20 de março e mostra aos produtores rurais as vantagens de produtividade e manejo da soja não transgênica

O Instituto Soja Livre (ISL) apresenta aos produtores rurais de Lucas do Rio Verde e região treze variedades de soja convencional que estão disponíveis ou em teste para serem utilizadas em Mato Grosso. Elas estão à mostra durante a Show Safra 2020, que é realizada em Lucas do Rio Verde de 17 a 20 de março, na Fundação Rio Verde. Essas variedades representam cerca de 80% das cultivares de soja não transgênica produzidas no Estado.

O presidente do Instituto Soja Livre, o produtor rural e agrônomo Endrigo Dalcin, afirma que a Show Safra é um dos maiores eventos técnicos de Mato Grosso em uma região das mais relevantes do Estado.

“Há indústria que faz farelo de soja convencional, temos o escoamento de outras empresas pela BR 163 para Miritituba. Por isso, é importante o ISL estar presente para divulgar seus materiais e também conversar com o produtor rural. Temos uma questão importante relacionada à precificação menor para esta região, então vamos conversar para tentar melhorar esta condição de negócio”, afirma.

O evento mostrará as variedades desenvolvidas pela Embrapa (BRS 6980, 7980, 8381, 8581, 6680 e 7481), Agronorte (AN83 022sc, AN89 109sc, COMP 56, COMP 46 e COMP 8) e TMG (TMG 4182 e 4185).

De acordo com João Rodrigues Neto, coordenador de negócios da empresa Caramuru, associada ao instituto, há quatro cultivares que são as mais utilizadas na região da BR 163: BRS 8381, AN83 022sc, AN89 109sc e TMG 4182.

“A TMG 4182 tem ampla resistência a nematoide de cisto e é muito usada como ferramenta para manejo do solo, a BRS é da região, tem um bom melhoramento genético e adaptação. Já a AN83 022sc tem a maior fatia de mercado, responde por 70% do que é cultivado na região da BR 163, com ciclo de 118 dias. A COMP 56 tem ciclo mais tardio, e a COMP 8 já demonstrou estabilidade, precocidade de 108 dias e produtividade, em média 72 sacas por hectare. Ambas são materiais em desenvolvimento pela Agronorte Pesquisas e Sementes, que também é associada do ISL. A pesquisa é contínua para levar melhores materiais para os produtores rurais” afirma João Rodrigues Neto.

Atualmente, estimativas do Imea indicam que do total de 33 milhões de t de soja produzidos em Mato Grosso, 8% são de soja sem transgenia. Segundo o diretor financeiro do Instituto Soja Livre, José Del, a soja livre de transgênicos tem mercado e a tendência é aumentar a demanda. “Agrega valor ao produtor com prêmios que são aplicados sobre o preço pago pela saca”, explica.

 

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Dias de campo da Embrapa em Rondônia promovem soja convencional

Vilhena e Porto Velho receberão eventos onde serão apresentadas 13 cultivares não transgênicas

Treze cultivares de soja convencional serão apresentadas nesta quinta-feira (20.02) em Vilhena (RO) em dia de campo da Embrapa e parceiros. O evento será no Campo Experimental da Embrapa Rondônia, na BR 364, km 2. Os participantes terão ainda informações sobre o manejo da cultura, sistemas integrados de produção e comercialização e custos de produção.

A expectativa da safra no estado é otimista, pois houve boas condições climáticas para a soja e já há quase 50% da área colhida.

Rondônia é o terceiro maior produtor de soja da Região Norte e cultivou na safra 2018/2019 cerca de 300 mil hectares do grão, produzindo, aproximadamente, 1 milhão de toneladas. Quando se avalia a produtividade, o estado fica em primeiro lugar da região, com produtividade média na última safra de 3.325 kg/ha, apontam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Instituto Soja Livre é parceiro dos eventos da Embrapa e terá a presenta do diretor técnico Rodrigo Brogin, pesquisador da Empresa. Além do ISL, ainda há parceria da AgroCat, Sementes Ypameri, Adama, Central Agrícola, Sementes Quati, Solcampo, Tratoron, Ihara, Nufarm e Aprosoja Rondônia.

Próximo evento – No dia 5 de março haverá o dia de campo em Porto Velho no Campo Experimental da Embrapa Rondônia, localizado na BR-364, Km 5,5.

Instituto Soja Livre participa de dia de campo em Deciolândia neste sábado (25)

Evento da PA Consultoria deverá reunir mais de mil produtores rurais para falar sobre manejo e mercado da soja

A viabilidade da soja convencional em Mato Grosso será debatida pelo Instituto Soja Livre (ISL) no 9º Dia de Campo PA Consultoria, neste sábado (25.01), em Deciolândia, distrito de Diamantino (MT). O evento deve reunir cerca de mil produtores rurais da região do Parecis, do chamado eixo da BR 163 e até de Rondônia.

“A região de Diamantino ao Parecis correspondeu na última safra a cerca de 40% da produção de soja convencional de Mato Grosso e a PA Consultoria tem papel fundamental na difusão de informações técnicas atuais e precisas para a região. Entre elas, estão as variedades convencionais do Instituto Soja Livre”, explica Rodrigo Brogin, pesquisador da Embrapa e diretor técnico do ISL.

No evento, serão 73 variedades de soja em exposição aos produtores rurais. Nas cultivares convencionais, serão apresentadas as desenvolvidas pela Embrapa (BRS 6980, 7980, 8381, 8581, 6680 e 7481), Agronorte (AN83 0022sc, AN89 109sc entre outros materiais) e TMG (TMG 4182 e 4185).

A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) é associada ao ISL e também estará no dia de campo. “A tecnologia da soja convencional está consolidada, mas novos produtos e técnicas surgem ano após ano. Então, a Empaer realiza um trabalho contínuo com os produtores rurais orientando sobre estas novidades”, explica o pesquisador Wininton Mendes.

Além do dia de campo, haverá palestras e 30 empresas irão expor seus produtos no local. O consultor Liones Severo falará sobre “Cadeia do suprimento global safra 2019/2020”, o engenheiro agrônomo Marco Antônio Gandolfo irá expor sobre “Qualidade, segurança e novas tecnologias na aplicação agroquímica” e Paulo Asunção e Henrique Trevisanuto sobre análise climática, nutrição de plantas e conceitos do manejo de doenças da soja.

“Este é um evento diferenciado, focado em levar conhecimento ao agricultor. Queremos atender as expectativas”, afirma Paulo Assunção, da PA Consultoria, organizador do evento e empresa também associada ao Instituto Soja Livre.


SERVIÇO:
9º Dia de Campo PA Consultoria
Data: 25/01/2020
Horário: das 7h30 às 15h
Local: Fazenda São Paulo – Deciolândia. Km 724 da BR 364
Inscrição: https://www.e-inscricao.com/DIADECAMPOPA/paconsultoria

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Instituto Soja Livre apresenta variedades convencionais na Dinetec 2020

Evento será realizado de 15 a 19 de janeiro em Canarana, região Leste de Mato Grosso

A viabilidade da soja convencional em Mato Grosso será apresentada pelo Instituto Soja Livre durante a Dinetec 2020, em Canarana, na região Leste de Mato Grosso. De 15 a 19 de janeiro, as variedades que estão disponíveis no mercado ou em teste estarão nas Unidades Demonstrativas (UDs).

Entre estas cultivares, estão as desenvolvidas pela Embrapa (BRS 6980, 7980, 8381, 8581, 6680 e 7481), Agronorte (AN83 0022sc, AN89 109sc entre outros materiais) e TMG (TMG 4182 e 4185).

“A região do Araguaia é uma das mais utilizadas para a produção de soja convencional e ajuda o Estado a ser campeão nacional. Neste evento, mostramos as variedades e as vantagens de se produzir soja convencional em Mato Grosso”, afirma Endrigo Dalcin, presidente do Instituto Soja Livre.

Atualmente, estimativas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que do total de 33 milhões de toneladas de soja produzidos em Mato Grosso, 8% são de soja sem transgenia.

A Dinetec ocorre na Área Experimental Meta Agro, em Canarana, e é considerado o maior evento tecnológico do Vale do Araguaia.

 

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Supermercado alemão bonifica agricultores de soja convencional

Valores referentes à safra 2017/18 começaram a ser pagos para quem comprovou que plantou convencional e não recebeu prêmio

Agricultores que plantaram soja convencional na safra 2017/18 começam a receber prêmios pelos grãos comercializados. Os valores são da LIDL, a maior rede de supermercados da Europa e foram direcionados para fomentar o plantio de soja livre de transgênicos no Brasil por meio do Programa de Incentivo à Soja Convencional. O programa é gerenciado pelo Instituto Soja Livre, Fundação Pró-Terra e Food Chain ID.

“A rede de supermercados alemã decidiu agir para favorecer a produção da soja convencional e, por isso, ofereceu prêmios de incentivo para os agricultores que não conseguiram receber mais do que na venda de soja transgênica nas safras anteriores”, explica Endrigo Dalcin, presidente do Instituto Soja Livre (ISL).

Dalcin observa que os agricultores que plantaram soja convencional em qualquer parte do Brasil e que conseguirem documentos comprobatórios, como recibo das sementes e cópias dos contratos que mostram que venderam sem prêmio, podem receber até US$ 9 por tonelada.

São cerca de US$ 702 mil dólares que chegaram ao País. O diretor da área de sustentabilidade da Food Chain ID, Augusto César Monteiro Freire, reforça que os agricultores também precisam preencher todos os requisitos de soja sustentável de acordo com a legislação brasileira.

“É a primeira vez que um varejista coloca dinheiro diretamente na mão do produtor rural. Apesar de o prêmio ser menor do que o pago pelas empresas, é vantajoso porque cobre custos que a soja convencional tem a mais que a transgênica”, explica Freire.

Inscrição

Os agricultores que quiserem pleitear o prêmio podem obter mais informações no Instituto Soja Livre pelos telefones (65) 3644.4215 e (65) 99917.2406, ou e-mail [email protected]. No Food Chain ID, o contato pode ser feito pelo telefone (51) 3021.7080 ramal 3017 ou via e-mail [email protected]. Nos dois casos, o sojicultor precisa mencionar o Programa de Incentivo à Soja Convencional.

Instituto Soja Livre

O Instituto Soja Livre é uma associação sem fins lucrativos que defende o direito de cada produtor de escolher a qualidade do grão que deseja plantar em cada safra.  O objetivo é fomentar o plantio de soja convencional, feito especialmente por pequenos e médios agricultores para atender um nicho de mercado importante.

Experimentos com soja convencional são debatidos em Campo Novo do Parecis

Treze variedades de soja convencional estão disponíveis ou em teste para serem utilizadas pelos produtores rurais em Mato Grosso. Elas estão sendo apresentadas no Centro de Difusão e Aprendizagem (CAD) Parecis em palestra hoje (09.01) e em dia de campo que ocorre amanhã (10.01) em Campo Novo do Parecis (MT). Essas variedades representam cerca de 80% das cultivares de soja não transgênica produzidas no Estado.

O evento debaterá os resultados de experimentos realizados no CAD Parecis e mostrará as variedades desenvolvidas pela Embrapa (BRS 6980, 7980, 8381, 8581, 6680 e 7481), Agronorte (AN83 0022sc, AN89 109sc, entre outros materiais) e TMG (TMG 4182 e 4185). Os estudos começaram na safra 2016/2017.

“Existem algumas novidades, como a Embrapa 6680, e também as variedades COMP da Agronorte, que estão em teste. Para a região do Parecis, a TMG 4182 é a mais cultivada e a mais antiga também. Ela tem uma característica importante que é a resistência ao nematoide de cisto, mais comum em áreas arenosas”, explica Rodrigo Brogin, diretor técnico do Instituto Soja Livre – entidade voltada para a disseminação e fortalecimento do mercado de soja convencional em todo o Brasil.

A região do Chapadão do Parecis é responsável por quase 40% de toda a área produtora de soja convencional cultivada em Mato Grosso, seguida pela região Norte e pelo Araguaia, o que faz o Estado ser o campeão nacional na produção de soja convencional. Atualmente, estimativas do Imea indicam que do total de 33 milhões de t de soja produzidos em Mato Grosso, 8% são de soja sem transgenia.

Segundo o diretor financeiro do Instituto Soja Livre, José Del, a soja livre de transgênicos tem mercado e a tendência é aumentar a demanda. “Agrega valor ao produtor com prêmios que são aplicados sobre o preço pago pela saca”, explica.

Del é diretor da Imcopa, empresa de esmagamento de soja e consumidora dos grãos convencionais produzidos em Mato Grosso. O principal mercado atendido pela empresa é a Europa, especialmente a Noruega, que utiliza o farelo SPC como ração para peixes.

“A empresa compra 70% da soja convencional da região do Parecis e transporta para a planta de esmagamento em Araucária, no Paraná. Com este produto, é produzido farelo comum, o farelo SPC – que é a proteína da soja concentrada, lecitina e óleo refinado comestível e, ainda, etanol”, explica.

Segundo o presidente do Soja Livre, o produtor rural e agrônomo Endrigo Dalcin, o instituto é parceiro do CAD Parecis desde quando foi criado em iniciativa da Aprosoja-MT e da Fundação Mato Grosso. “Desde o início da implantação do CAD, as variedades convencionais são testadas porque é uma região importante e os produtores rurais solicitam estes estudos”, disse.

O CAD Parecis foi criado na safra 2016/2017 com o objetivo de desenvolver pesquisas com foco no manejo do sistema produtivo da soja em solos arenosos. Os trabalhos são voltados à compreensão da fitotecnia, do uso e da conservação do solo, dinâmica de nutrientes, sistemas de produção, correção do solo, pragas e doenças.

Crédito foto: Aprosoja MT

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Instituto Soja Livre participa de dia de campo do CAD Parecis

Os experimentos de produção de soja em solos arenosos serão apresentados aos produtores rurais e demais interessados nos dias 09 e 10 de janeiro, no CAD Parecis, em Campo Novo do Parecis. A área do Centro de Aprendizagem e Difusão (CAD) tem como objetivo verificar o manejo de diversas variedades naquele tipo de solo, inclusive as variedades convencionais e, por isso, o Instituto Soja Livre (ISL) participará do evento.

“O Instituto Soja Livre está junto com o CAD Parecis desde o princípio nesta iniciativa da Aprosoja MT e da Fundação Mato Grosso. Éramos um programa e desde o início da implantação as variedades convencionais são testadas porque é uma região importante e os produtores rurais solicitam estes estudos”, informa Endrigo Dalcin, presidente do ISL.

Na quinta-feira (09.01) serão apresentados os resultados de três anos de estudos do CAD Parecis a partir das 19h, na Câmara de Vereadores. Já na sexta-feira (10.01), será realizado um dia de campo na área experimental a partir das 7h.

O CAD Parecis foi criado na safra 2016/2017 com o objetivo de desenvolver pesquisas com foco no manejo do sistema produtivo da soja em solos arenosos. Os trabalhos são voltados à compreensão da fitotecnia, uso e conservação do solo, dinâmica de nutrientes, sistemas de produção, correção do solo, pragas e doenças.

 

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