Instituto Soja Livre

An initiative to achieve 100 percent deforestation free supply chains from Brazil 1024x535 1 - Soja Livre

Uma iniciativa para alcançar cadeias produtivas sem desmatamento no Brasil

Por ProTerra Foundation

A indústria brasileira anunciou no final de 2020 que está assumindo uma responsabilidade cada vez maior por toda a cadeia de valor da produção de soja. Os fornecedores brasileiros de soja, CJ Selecta, Caramuru e Cervejaria Petrópolis-Imcopa, irão implementar uma cadeia de valor de soja 100 por cento livre de desmatamento e conversão, tendo 2020 como data limite.

Foi a primeira vez que empresas do setor de ração animal estabeleceram uma referência voluntária e setorial.

A data limite para a soja já certificada pelo Padrão ProTerra obedece à cláusula de que áreas de vegetação nativa não podem ser desmatadas ou convertidas em áreas agrícolas, ou usadas para fins industriais ou comerciais, após 2008. Essas empresas adquirem soja. apenas de agricultores que se abstêm de desmatar em suas propriedades após a data de corte de agosto de 2020.

O compromisso

As exportadoras SPC e de farelo de soja CJ Selecta, Caramuru e Cervejaria Petrópolis-Imcopa, têm o compromisso de estabelecer uma cadeia de suprimentos econômica, ambientalmente sustentável e socialmente responsável. O compromisso exige:

  • Promover uma cadeia de abastecimento de soja livre de desmatamento ilegal e / ou legal.
  • Respeitar os direitos dos trabalhadores, povos indígenas e comunidades locais.
  • Certifique-se de que o abastecimento está em total conformidade com as leis e regulamentos ambientais nacionais e locais, incluindo o Código Florestal.

O plano para chegar lá

Código de Conduta para fornecedores de soja

As empresas desenvolveram um Código de Conduta, motivando seus fornecedores a criar e manter uma cadeia sustentável, a incentivar as boas práticas agrícolas, a garantir a proteção de altos valores de conservação, meio ambiente e biodiversidade, e, entretanto, respeitar os trabalhadores rurais e as comunidades. .

Monitoramento com base em análise socioambiental

Processadores e comerciantes obtêm rastreabilidade em nível de fazenda de todo o abastecimento direto de soja da empresa. Antes de cada compra de soja, a equipe de originação do comerciante deve verificar se a fazenda de soja está em conformidade.

Além disso, os fornecedores estão preparando uma nova política de abastecimento de sustentabilidade para toda a soja, OGM e não-OGM, que inclui o monitoramento de fazendas com ferramentas geoespaciais de satélite, preparação para auditorias e engajamento de seus fornecedores de soja.

O sistema corporativo dos processadores industriais deve contemplar dados tabulares completos e suficientes sobre cada fornecedor, como o CAR (cadastro ambiental federal).

Para alcançar este compromisso, a avaliação de risco e mapeamento adicional serão implementados:

  • Melhorar os sistemas de monitoramento na compra direta de soja para atingir 100% de rastreabilidade nos fornecedores diretos.
  • Inicie o diálogo com fornecedores indiretos sobre avaliação de riscos e planos de ação para as próximas etapas.

No caso de fornecedores indiretos, informações complementares podem ser obtidas por meio de observações de campo, monitoramento comunitário e engajamento de partes interessadas. A definição do nível de monitoramento de cada fornecedor terá como base uma avaliação do risco socioambiental dos fornecedores e / ou sua localização.

Ao implementar este programa, os britadores estão contribuindo para o aumento dos serviços ambientais, da confiança e da transparência na indústria.

WhatsApp Image 2021 06 21 at 11.03.49 - Soja Livre

Mercado chinês é foco da nova diretoria do Instituto Soja Livre

Assembleia eletiva ocorreu nesta segunda-feira (21.06) e nova gestão assume em agosto

Conquistar o mercado chinês para a soja convencional brasileira é o foco da nova gestão do Instituto Soja Livre (ISL) que toma posse dia 1º de agosto de 2021. Eleita em assembleia geral realizada nesta segunda-feira (21.06), a nova diretoria tem como uma das metas avançar nas negociações com o maior consumidor mundial da oleaginosa e abrir espaço para a soja não transgênica produzida no Brasil.

Para o presidente eleito César Borges, vice-presidente da Caramuru Alimentos, é um grande desafio. “Precisamos nos estruturar para fornecer para este mercado gigantesco que é o chinês. Conseguindo ingressar no maior consumidor mundial, também poderemos negociar melhor com a Europa, que atualmente é o nosso principal comprador de soja convencional, melhores contratos e prêmios”, analisou.

O atual presidente, Endrigo Dalcin, ressaltou que o trabalho do Instituto Soja Livre está sendo realizado de forma contínua e concreta. “Estamos há apenas quatro anos atuando como instituto e conseguimos avançar em algumas discussões importantes. Porém, ainda há muito caminho pela frente, com pautas relevantes e novos mercados para conquistar”, afirmou.

Como vice-presidente, foi eleito Lucas Beber, vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), e ainda tem Estênio Faria (diretor administrativo), Odilon Lemos de Mello Filho (diretor técnico), José Del (diretor financeiro), Endrigo Dalcin (diretor de relações internacionais).

Como conselheiros fiscais foram eleitos Rodrigo Brogin, Romualdo Barreto, Luiz Fiorese como titulares e Daniel Latorraca, Wellington Andrade e Roque Ferreti como suplentes. A chapa estará à frente do Instituto Soja Livre de agosto de 2021 a julho de 2023.

O ISL tem o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do mercado de soja convencional, mantendo viva a liberdade de escolha do produtor rural em relação à tecnologia, da cultivar e do sistema de produtivo que trará maior rentabilidade e segurança na safra. Atualmente, tem 25 empresas e entidades associadas. Saiba mais em www.sojalivre.com.br.

20210615 - Soja Livre

Instituto Soja Livre em alerta sobre o anúncio do sistema único de cobrança de royalties por gigantes do setor

O Instituto Soja Livre (ISL) recebeu com preocupação a notícia de que as empresas Basf, Monsanto do Brasil, Du Pont e Dow Agrosciences (Corteva) e Syngenta submeteram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) a proposta de criar um Sistema denominado Cultive Biotec, um projeto que promoverá a cobrança conjunta dos royalties devidos em razão da biotecnologia de soja.

É sabido que a biotecnologia vem crescendo no mercado mundial da soja e novas tecnologias têm sido desenvolvidas. O Instituto Soja Livre foi criado justamente para defender a tecnologia da soja convencional, não-transgênica, e para garantir a liberdade de escolha do produtor rural que não quiser se submeter ao pagamento dos royalties relativos às tecnologias transgênicas. A razão de ser do Instituto Soja Livre consiste exatamente em permitir que produtor e consumidor tenham acesso à tecnologia convencional e seus produtos e sub-produtos.

Para o presidente do Instituto Soja Livre, Endrigo Dalcin, esta é uma informação preocupante porque pode ameaçar ainda mais o mercado da soja convencional no Brasil. “Estamos brigando com gigantes. Há tempos também debatemos sobre a necessidade de mais pesquisas para o desenvolvimento de novas cultivares convencionais e encontramos muitos entraves. E agora tivemos conhecimento desta notícia de que as grandes empresas se unem para a cobrança de royalties. O mercado vai se fechando cada vez mais”, diz.

O Instituto Soja Livre ressalta uma outra preocupação. Caso o valor dos royalties cobrados na moega seja único, a escolha da tecnologia a ser utilizada pelo produtor que decide salvar suas sementes será prejudicada, pois independentemente do valor dos royalties cobrados pelas empresas no momento da aquisição de sementes certificadas, onde há ampla concorrência, um valor único cobrado na moega pode interferir muito na escolha da tecnologia, pois o fator concorrência é nulo nesses casos.

Importante lembrar que, buscando uma solução para isso, há anos produtores têm se esforçado para que haja a rediscussão da Lei de Proteção de Cultivares, como forma de garantir o pagamento da propriedade intelectual sobre a semente salva, por entender ser esta a melhor forma para estimular os investimentos no desenvolvimento de novas cultivares e impedir a comercialização de cultivares por terceiros não autorizados. Esse fato, por si só, demonstra o total interesse dos produtores rurais de pagar pelo direito de propriedade, e de garantir a remuneração adequada a todos os elos da cadeia de sementes.

WhatsApp Image 2021 05 03 at 14.16.50 - Soja Livre

Instituto Soja Livre, Aprosoja e Embrapa debatem sobre tecnologia, mercado e gargalos da soja convencional

Live do projeto “Conexão Soja Livre” reuniu pesquisadores, consultores e produtores rurais para falar sobre os gargalos da tecnologia não transgênica

As novas decisões de pesquisa sobre soja convencional precisam estar alinhadas com o mercado, que tem boas perspectivas para o cultivo de variedades não transgênicas. “Há um forte apelo ao consumidor europeu para comprar produtos não transgênicos. Há ainda a situação da China, que necessitará de um fornecimento regular de soja convencional para alimentação humana. Serão números grandiosos, pois a classe média chinesa é maior que toda a população brasileira”, afirma Augusto Freire, diretor da Value Chain Consulting.

Segundo ele, a Europa aumentará a demanda por soja livre nos próximos anos, mas é preciso diminuir a volatilidade do mercado. “Pesquisas mostram que o consumo da Europa é de 35 milhões de toneladas e a produção é, em média, 10 milhões de toneladas. Eles dependem da importação de países como Argentina, Índia e, especialmente, do Brasil”.

A sinalização do mercado europeu é de ainda mais demanda com as pautas sobre sustentabilidade sendo reforçadas e a opção por produtos não transgênicos, como a soja que fabrica a ração de suínos, por exemplo. “Precisamos olhar para a soja convencional como um mercado promissor e, por isso, há necessidade de remunerar toda a cadeia, inclusive os serviços ambientais”, explica Endrigo Dalcin, presidente do Instituto Soja Livre.

O Brasil é o país onde há o maior plantio de soja convencional. De acordo com dados levantados pelo Instituto Soja Livre, na safra 2020/21 foram 915 mil hectares de soja convencional, com produção estimada em 3 milhões de toneladas. Em Mato Grosso, a área foi de 480 mil hectares, correspondente a 4,7% da área total do Estado, segundo dados do ISL.

Entretanto, o produtor rural brasileiro ainda verifica dificuldades importantes para a produção e remuneração da soja convencional, especialmente se comparada com as variedades transgênicas. Ricardo Arioli, diretor de Relações Internacionais do ISL, acredita que “há dificuldade de vermos à frente. O que poderia ser uma parceria ganha-ganha não tem sido assim: produzimos sem saber quanto vamos vender. O que o produtor rural observa é que os últimos três anos não há bons prêmios como verificamos agora.

O produtor rural e diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Fernando Ferri, plantava somente soja convencional em sua propriedade em Campo Verde até a safra anterior. No ciclo 2021/22 optará pelas variedades transgênicas por uma questão econômica e de manejo.

“Tive muitos problemas com ervas daninhas e agora preciso rotacionar e ainda avaliarei se voltarei a plantar soja convencional. O cenário está complicado, pois há ‘apagões’: não tem semente e tem prêmio e vice-versa”, observou.

Sebastião Pedro da Silva Neto, chefe-geral da Embrapa Cerrados, ressaltou que a empresa trabalha com demandas da sociedade e verificam a importância de continuar a pesquisa de novas variedades de soja convencional. “É preciso de um longo tempo para a pesquisa ser finalizada e colocamos novas variedades no mercado. É um cenário que precisa ter mais diálogo, pois o mercado de melhoramento genético é caro e precisa ser remunerado”, avalia.

Endrigo Dalcin, presidente do Instituto Soja Livre, acredita que a questão da remuneração da pesquisa é essencial para um bom andamento da cultura da soja convencional. “A gente precisa resolver a questão da semente salva para manter as empresas de germoplasma”.

O produtor Fernando Ferri concorda: “o produtor rural é imediatista, ele quer plantar e ter boa produtividade, mesmo com prêmio bom. E para ter produtividade, tem que existir mais pesquisas e acredito que com bom resultado os agricultores não se negariam a pagar”.

Para o pesquisador Sebastião Pedro, o resultado da produtividade é a genética da variedade e também o manejo na propriedade. “As médias brasileiras subiram, de forma geral, mas todo mundo desacostumou a trabalhar com convencional e focou no transgênico. Mas o esforço continua, aqui na Embrapa vamos continuar perseguindo altas produtividades”, finalizou.

CONEXÃO SOJA LIVRE – O Instituto Soja Livre debateu nesta segunda-feira (03.05) a longevidade da soja convencional no mercado brasileiro e mundial. O “Conexão Soja Livre” trouxe informações sobre produtividade, tecnologia, competitividade e mercado. Para assistir no YouTube, basta clicar aqui .

159171625 1863350530506288 5287953787172820922 n - Soja Livre

Com valor de prêmios atrativos, área de soja convencional deve aumentar na safra 2021/2022

Abertura de novos mercados deve aumentar a demanda por convencional, segundo Instituto Soja Livre

Os produtores rurais de Mato Grosso começam a se preparar para safra 2021/2022 e o interesse pelo plantio da soja convencional deve crescer no Estado. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que a produção total de soja seja de 35,7 milhões de toneladas em uma área de 10,3 milhões de hectares. Desta área, 5% deve ser de variedades convencionais, segundo o Instituto Soja Livre.

“Neste ano, a procura por soja convencional tem sido grande por parte dos compradores, o que fez com que os prêmios subissem e o plantio deve aumentar. Na região Leste de Mato Grosso, vemos prêmios de US$ 4 a US$ 5 a mais por saca, o que chega até a R$ 30”, revela Endrigo Dalcin, presidente do ISL.

Ele conta que há players novos no mercado de soja convencional, como empresas corretoras e também a China, que tem interesse nestas variedades. “O nosso desafio é abrir o mercado chinês para a soja convencional”, reforça Dalcin.

O diretor administrativo do ISL, Roque Ferreti, expressa preocupação, entretanto, com a alta pluviosidade durante a colheita, que já compromete alguns campos de sementes. “Isso nos faz concluir que teremos poucas sementes na safra 2021/22, os sementeiros precisam estar preparados”, diz.

Para Romualdo Barreto, CEO da Sodrugestvo e conselheiro fiscal do ISL, os produtores rurais devem apostar mais na soja convencional no próximo ano-safra. “Acredito que eles ainda estão um pouco preocupados em cumprir os contratos e temos visto muita chuva em Mato Grosso. Mas, sim, eles devem se animar com os bons prêmios que estão sendo pagos”, afirma.

O executivo reforça, entretanto, a necessidade de os compradores da soja convencional brasileira firmarem contratos de longo prazo com os agricultores para dar segurança em relação aos bônus pagos pela soja convencional. “Acredito que o ano de 2022 vai ser bem melhor em relação a este, porém os produtores esperam ser sempre bem remunerados e é um mercado incerto”, ressalta.

Para o empresário Joel Luciano Callegaro, da Campo Real de Querência (MT), a falta de um contrato mais longo para os produtores rurais que optam pela soja convencional faz com que se sintam inseguros. “Quem plantou já vendeu antecipado 50% de sua safra. Os prêmios agora estão bons, mas não tem mais soja para comercializar”, afirma.

WhatsApp Image 2021 01 19 at 07.00.24 - Soja Livre

Quatro novas cultivares de soja convencional estão à disposição do produtor rural

Instituto Soja Livre apresenta as novidades nas vitrines tecnológicas em dias de campo e exposições

O Instituto Soja Livre apresentará durante eventos deste ano quatro novas variedades de soja convencional que já estão em campo na safra 2020/21 e poderão ser adquiridas pelos produtores rurais para a safra 2021/22. Para o presidente do ISL, Endrigo Dalcin, estes lançamentos são importantes para dar competitividade à soja convencional brasileira.

“As empresas trabalharam muito nos últimos anos para apresentar aos agricultores variedades convencionais mais precoces e mais produtivas e conseguiremos mostrar neste ano estas novidades em nossas vitrines nos dias de campo e exposições que iremos participar. O trabalho de pesquisa em germoplasma é fundamental para estes avanços e precisamos, também, trabalhar em um projeto de lei que remunere este elo da cadeia”, afirma Dalcin.

As variedades demostradas são BRS 7980, BRS 8381, BRS 284 (Embrapa), TMG 4377, TMG 4182 (TMG), AN 83 022sc, AN 80 111sc, AN 89 109sc, AN 88 022sc (Agronorte).

Segundo o pesquisador da Embrapa e diretor técnico do Instituto Soja Livre, Rodrigo Brogin, a 4377, da TMG, já caiu no gosto do produtor rural pela resistência ao nematoide de cisto; a 284, da Embrapa, era um material inicialmente plantado na região Sul do Brasil e chega a Mato Grosso agradando pela estabilidade na produção. Brogin afirma que os materiais da Agronorte são selecionados e têm muito potencial produtivo.

“O produtor rural testa as novas variedades aos poucos para conhecer o comportamento do material e saber se vai inserir no seu portfolio. A cada ano temos materiais mais competitivos pela evolução dos programas de melhoramento e, desta forma, damos opção para o agricultor. Uma das formas de ele conhecer é nos eventos onde o Instituto Soja Livre apresenta suas vitrines e também das empresas associadas”, diz Brogin.

O representante técnico comercial da TMG, Antônio Matias Ferreira, reforça a precocidade da 4377. “É uma variedade super precoce, de 98 a 103 dias na região do Parecis e Médio Norte de Mato Grosso, tem exigência de solo e resistência a nematoide de cisto e grãos pesados. Já a 4182 tem ampla resistência a nematoide de cisto também e é uma das mais completas”.

Josimar Gross, gerente comercial da Agronorte, conta que a empresa tem dois materiais que já são competitivos no mercado: 83 022 e 89 109. Para esta safra, lançam duas cultivares: 80 111, que tem alto desempenho, com potencial produtivo em torno de 80 sc/ha, ciclo precoce, excelente tolerância à chuva e indicada para solos de média e alta fertilidade. A 88 022 é um material de ciclo um pouco mais longo, caixa de produção muito alta, grãos pesados e vai bem em áreas de fertilidade média a baixa.

“Com esses lançamentos, vamos melhorar muito nossa oferta de variedades de ciclo mais precoce para atender uma grande demanda dos produtores para o plantio na melhor janela do milho safrinha e algodão nos diferentes municípios de Mato Grosso”, comenta Estenio Faria, gerente da Caramuru e conselheiro fiscal do ISL.

20201216 - Soja Livre

Novas variedades de soja convencional serão apresentadas pelo Instituto Soja Livre durante a Dinetec 2021

Evento será realizado em Canarana (MT) de 13 a 15 de janeiro cumprindo medidas de biossegurança

O Instituto Soja Livre participará da Dinetec 2021 e apresentará as novidades em soja convencional para o ciclo 2021/22 entre os dias 13 e 15 de janeiro, em Canarana (MT). Em suas vitrines nas Unidades Demonstrativas, o ISL apresentará nove variedades de soja convencional disponíveis no mercado e a viabilidade do plantio.

Para o presidente do Instituto, Endrigo Dalcin, a Dinetec se consolidou como um grande evento do setor na região Leste de Mato Grosso.

“Neste ano, a exposição traz grandes novidades e é importante o produtor rural participar. O Instituto Soja Livre estará presente nesta região que é importante para a soja convencional, com grandes compradores e logística interessante. Apesar da pandemia, a agricultura não parou e vamos mostrar materiais que são novidades”, disse.

Nesta edição, o Instituto Soja Livre apresentará as variedades: BRS 7980, BRS 8381, BRS 284 (Embrapa), TMG 4377, TMG 4182 (TMG), AN 83 022sc, AN 80 111sc, AN 89 109sc, AN 88 022sc (Agronorte). A Dinetec ocorre na Área Experimental Meta Agro, em Canarana, e é considerado o maior evento tecnológico do Vale do Araguaia.

Veja aqui o Catálogo de Cultivares de Soja 2020/2021 do Instituto Soja Livre.

piscicultura - Soja Livre

Peixes, aves, suínos, chocolate: saiba os principais destinos da soja convencional

A soja brasileira é componente principal da ração para animais ao redor do mundo. Aves, suínos, bovinos e peixes são alimentados com ração que, sendo produzida com soja convencional, tem maior agregação de valor. De acordo com Marcos Melo, gerente de insumos da Caramuru, empresa associada ao Instituto Soja Livre, são mais de 5 milhões de toneladas demandadas por estes produtos.

“Há possibilidade de crescimento deste volume se tivermos ofertas mais constantes”, acredita Melo, que participou de uma live sobre soja convencional organizada pela Embrapa em parceria com o ISL no início do mês de dezembro.

Segundo ele, são três principais produtos derivados da soja não convencional: o farelo hipro 48% de proteína, o farelo SPC 62% proteína e a lecitina. O farelo hipro tem demanda de 4 milhões de toneladas, enquanto o SPC de 750 mil toneladas e a lecitina, 70 mil toneladas.

Alemanha, França, Itália, Holanda e Suíça são os cinco principais países compradores do hipro 48%, que é utilizado para ração de aves, principalmente, e também suínos e bovinos. Noruega, Dinamarca, Reino Unido, Grécia e Austrália são os compradores do SPC 62%, utilizado para alimentação de peixes em cativeiro, especialmente salmão e truta.

“Já a lecitina é utilizada para produção de chocolate, sorvete, é um emulsificante muito usado na produção de alimentos. Sendo não transgênico, tem aceitação muito boa e valor agregado em diversos países, especialmente da Europa”, afirmou Melo.

O presidente do Instituto Soja Livre, Endrigo Dalcin, também participou da live e informou que o Brasil deve produzir soja em uma área de 38 milhões de hectares na safra 2020/2021, cerca de 3 % maior que a safra anterior. Entretanto, a área de soja convencional estimada é de apenas 900 milhões de hectares. Mato Grosso é o estado que mais produz soja convencional, com cerca de 470 mil hectares nesta safra.

“Há desafios que buscamos resolver para aumentar a área de soja convencional no país, pois há grande potencial de aumento de demanda. Entre eles, contratos de pelo menos 2 anos entre compradores e produtor rural, prêmios atrativos, continuidade na pesquisa de novas variedades”, exemplificou Dalcin. Ele frisou também a sustentabilidade da soja mato-grossense e brasileira, que atende uma rigorosa legislação ambiental e trabalhista.

Marcos Melo, da Caramuru, informou que para Goiás e Mato Grosso novas variedades de soja já estarão nas lavouras nesta safra 2020/2021. Serão 17 variedades no total desenvolvida pela Embrapa, TMG, Agronorte, universidades de Viçosa e Uberlândia, entre outras empresas.

Falando sobre o futuro da soja convencional na visão do comprador, Melo apontou que dependerá das compras dos países da União Europeia, que são grandes consumidores, assim como da estabilidade da oferta com rastreabilidade e livre de resíduos de defensivos.

Ele alertou que caso haja dificuldades para o mercado de soja convencional, os compradores têm outras alternativas como o guar da Índia – uma leguminosa parecida com vagem. Há ainda o crescimento da produção na Europa, em países como Itália e Ucrânia, e também na Índia, que produz 100% de soja convencional.

“É importante termos continuidade na pesquisa e consequente aumento na oferta de variedades convencionais e também a valorização adequada de toda a cadeia produtiva”, finalizou Marcos Melo.

Confira o Seminário on-line Soja Convencional em Mato Grosso aqui: https://www.youtube.com/watch?v=stRn-jgdfjQ.