Instituto Soja Livre

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Mercado chinês é foco da nova diretoria do Instituto Soja Livre

Assembleia eletiva ocorreu nesta segunda-feira (21.06) e nova gestão assume em agosto

Conquistar o mercado chinês para a soja convencional brasileira é o foco da nova gestão do Instituto Soja Livre (ISL) que toma posse dia 1º de agosto de 2021. Eleita em assembleia geral realizada nesta segunda-feira (21.06), a nova diretoria tem como uma das metas avançar nas negociações com o maior consumidor mundial da oleaginosa e abrir espaço para a soja não transgênica produzida no Brasil.

Para o presidente eleito César Borges, vice-presidente da Caramuru Alimentos, é um grande desafio. “Precisamos nos estruturar para fornecer para este mercado gigantesco que é o chinês. Conseguindo ingressar no maior consumidor mundial, também poderemos negociar melhor com a Europa, que atualmente é o nosso principal comprador de soja convencional, melhores contratos e prêmios”, analisou.

O atual presidente, Endrigo Dalcin, ressaltou que o trabalho do Instituto Soja Livre está sendo realizado de forma contínua e concreta. “Estamos há apenas quatro anos atuando como instituto e conseguimos avançar em algumas discussões importantes. Porém, ainda há muito caminho pela frente, com pautas relevantes e novos mercados para conquistar”, afirmou.

Como vice-presidente, foi eleito Lucas Beber, vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), e ainda tem Estênio Faria (diretor administrativo), Odilon Lemos de Mello Filho (diretor técnico), José Del (diretor financeiro), Endrigo Dalcin (diretor de relações internacionais).

Como conselheiros fiscais foram eleitos Rodrigo Brogin, Romualdo Barreto, Luiz Fiorese como titulares e Daniel Latorraca, Wellington Andrade e Roque Ferreti como suplentes. A chapa estará à frente do Instituto Soja Livre de agosto de 2021 a julho de 2023.

O ISL tem o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do mercado de soja convencional, mantendo viva a liberdade de escolha do produtor rural em relação à tecnologia, da cultivar e do sistema de produtivo que trará maior rentabilidade e segurança na safra. Atualmente, tem 25 empresas e entidades associadas. Saiba mais em www.sojalivre.com.br.

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Com valor de prêmios atrativos, área de soja convencional deve aumentar na safra 2021/2022

Abertura de novos mercados deve aumentar a demanda por convencional, segundo Instituto Soja Livre

Os produtores rurais de Mato Grosso começam a se preparar para safra 2021/2022 e o interesse pelo plantio da soja convencional deve crescer no Estado. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que a produção total de soja seja de 35,7 milhões de toneladas em uma área de 10,3 milhões de hectares. Desta área, 5% deve ser de variedades convencionais, segundo o Instituto Soja Livre.

“Neste ano, a procura por soja convencional tem sido grande por parte dos compradores, o que fez com que os prêmios subissem e o plantio deve aumentar. Na região Leste de Mato Grosso, vemos prêmios de US$ 4 a US$ 5 a mais por saca, o que chega até a R$ 30”, revela Endrigo Dalcin, presidente do ISL.

Ele conta que há players novos no mercado de soja convencional, como empresas corretoras e também a China, que tem interesse nestas variedades. “O nosso desafio é abrir o mercado chinês para a soja convencional”, reforça Dalcin.

O diretor administrativo do ISL, Roque Ferreti, expressa preocupação, entretanto, com a alta pluviosidade durante a colheita, que já compromete alguns campos de sementes. “Isso nos faz concluir que teremos poucas sementes na safra 2021/22, os sementeiros precisam estar preparados”, diz.

Para Romualdo Barreto, CEO da Sodrugestvo e conselheiro fiscal do ISL, os produtores rurais devem apostar mais na soja convencional no próximo ano-safra. “Acredito que eles ainda estão um pouco preocupados em cumprir os contratos e temos visto muita chuva em Mato Grosso. Mas, sim, eles devem se animar com os bons prêmios que estão sendo pagos”, afirma.

O executivo reforça, entretanto, a necessidade de os compradores da soja convencional brasileira firmarem contratos de longo prazo com os agricultores para dar segurança em relação aos bônus pagos pela soja convencional. “Acredito que o ano de 2022 vai ser bem melhor em relação a este, porém os produtores esperam ser sempre bem remunerados e é um mercado incerto”, ressalta.

Para o empresário Joel Luciano Callegaro, da Campo Real de Querência (MT), a falta de um contrato mais longo para os produtores rurais que optam pela soja convencional faz com que se sintam inseguros. “Quem plantou já vendeu antecipado 50% de sua safra. Os prêmios agora estão bons, mas não tem mais soja para comercializar”, afirma.